quinta-feira, 21 de abril de 2011

do inopinado.

olá.
eis me aqui, novamente, depois de um tempinho sem postar.
mandriice, confesso.
bom... eu gostaria de mencionar algo que não me sai do pensamento: WTF IS GOING ON?
o que foi ontem? o que são esses acontecimentos corriqueiros?
enfim, hoje eu resolvi responder o questionário de proust, apesar de não estar com uma certa disposição de ânimo. ou inspiração. ou faculdades mentais aptas.
anyways, vamos lá:


  1. Qual é sua maior qualidade? me prender ao que é real.
  2. E seu maior defeito? me prender ao que é real.
  3. A coisa mais importante em um homem? equilíbrio, não-altivez e coerência.
  4. E em uma mulher? em que aspectos exatamente {em relação à o que mencionei acima} uma mulher seria diferente de um homem? 
  5. O que você mais aprecia nos seus amigos? brains.
  6. Sua atividade favorita é… o ócio.
  7. Qual é sua idéia de felicidade? é transitória.
  8. E o que seria a maior das tragédias? o patente, o estar-vivo e a constante construção e estabelecimento de mim.
  9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo? ainda não pensei nisso. e nem pretendo, não curto desapontamentos.
  10. E onde gostaria de viver? vários lugares... e nenhum.
  11. Qual sua cor favorita? preto, possivelmente.
  12. Sua flor? flores não me apetecem.
  13. Um pássaro? bluebird. in my heart.
  14. Seus autores preferidos? bukowski, cioran, noll, proust, goethe.
  15. E os poetas de que mais gosta? fernando pessoa, augusto dos anjos, álvares de azevedo. {sol gostik}
  16. Quem são seus heróis de ficção? não possuo.
  17. E as heroínas? idãe.
  18. Seu compositor favorito é… não me recordo de nenhum no momento.
  19. E os artistas que você mais curte? i'm against.
  20. Quem são suas heroínas na vida real? i'm against.
  21. E quem são seus heróis? i'm against.
  22. Qual é sua palavra favorita? ojeriza.
  23. O que você mais detesta? pertinácia, altivez, má educação e intolerância.
  24. Quais são os personagens históricos que você mais despreza? preguiça.
  25. Quais os dons da Natureza que você gostaria de possuir? obter influência sobre o tempo.
  26. Como você gostaria de morrer? i'm already dead.
  27. Agora, já, como você está se sentindo? não-ser.
  28. Que defeito é mais fácil perdoar? http://thedeadweather.com/images/tmlym_promo04.jpg
  29. Qual é o lema da sua vida? sou eu à deriva ou me construo?
sem mais.

terça-feira, 12 de abril de 2011

gallo.

i don’t trust or love anyone.
why?
because people are all creepy. creepy creepy creeps. creeping around. creeping here and creeping there. creeping everywhere. crippity crappity creepies.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

do hoje.

mãe, eu quero ficar sozinho.
mãe, não quero pensar mais.
mãe, eu quero morrer, mãe.
eu quero desnascer, ir-me embora, sem sequer ter que me ir embora.
mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim.
outro maldito que não sou senão este tempo que decorre
entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê, mãe?
diz, são coisas que se me perguntem? 

não pode haver razão para tanto sofrimento.
e se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar?
partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte ás arrecuas que me deste.
partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, 

terra, mar, mãe...
lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, 

lembrar nota a nota o canto das sereias... 
lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição
partir aqui com a ciência toda do passado
partir
aqui
para ficar.

carta fechada à ausência.

existem ações além-comprehensio {geralmente protagonizadas por mim} que se tornam um tanto complicadas de digerir.
não é tão divertido ter plena consciência de que minha mente me causa assombros... e que é o último lugar em que eu gostaria de estar. 
porque é assim: eu estou, sempre. em mim. dispersa.
é onde habito, me escondo.
já não consigo fazer uma descrição exata sobre o que sinto ou penso. 
como anteriormente dito, tudo em mim é tropel.
me encontro em uma fase em que a desordem impera, principalmente em relação às minhas consciências mais íntimas. logo, é óbvio que acontecimentos não tão bons e em demasia me deixariam danos.
infelizmente, tudo tem o seu preço, e eu os pago com a sanidade. {ou a falta dela}
e, mesmo assim, eu não trocaria esses últimos meses por nada.
eu não te trocaria.

muitas palavras, desesperadamente procurando por emersão.
perdi o sentido, o que sou, renunciei e deixei-me ao acaso. sinto-me inacessível, absorta em mim.
à espreito, me vejo em fragmentos. pedaços que voam por todos os lados, sem direção certa, sem caminho. 
nada se mantém, e constantemente tenho uma sensação de que não faço parte.
e, veja bem... não há subterfúgios.
mas há você.


e isso me basta. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

do amor.

there is a house built out of stone
wooden floors, walls and window sills
tables and chairs worn by all of the dust
this is a place where i don't feel alone
this is a place where i feel at home

'cause, i built a home
for you
for me

until it disappeared
from me
from you

and now, it's time to leave and turn to dust...

out in the garden where we planted the seeds
there is a tree as old as me
branches were sewn by the color of green
ground had arose and passed it's knees

by the cracks of the skin i climbed to the top
i climbed the tree to see the world
when the gusts came around to blow me down
i held on as tightly as you held onto me.


terça-feira, 5 de abril de 2011

dos decibéis.

uma das perguntas que mais me indispõem são aquelas além-ridículas que normalmente nos fazem em entrevistas de emprego e, pasmem, quando me questionam sobre o que gosto de ouvir.
pense na seguinte teoria não demonstrada, porém provável: estou eu conversando um assunto qualquer com certa pessoa que há apenas 20 minutos atrás tive conhecimento da existência, e esta começa a tagarelar sobre suas preferências musicais.
preocupante.
em segundos fico tensa, porém, a decepção é certa.
ok, afirmemos hipotéticamente que este ser adora, errr... chico buarque.
perdoem-me, senhores, mas música popular brasileira e todo o pseudo-intelectualismo por trás dela não me apetecem.
enfim, não me importo.
o problema é que logo mais a funesta pergunta se efetiva, sempre seguida de algum supérfluo comentário:


"eaí, você ouve o que? slipknot, nirvana? você curte rock pesado, né, mano, mó cara de rockeira."


duas horas e cinquenta e quatro minutos de silêncio.
e então, desespero.
eu ouço muita podreira, mesmo, e seria mais fácil apenas dizê-las, mas... como RAIOS explicarei DRONE? jazz noir, dark ambient, doom, stoner, downtempo e blá blá blá?
por essas e outras venho através deste tornar inteligível à quem quer seja minhas intrínsecas inclinações musicais.


bom, iniciemos:


thievery corporation.
trip-hop/downtempo/chillout de primeiríssima.




the cinematic orchestra.
lágrimas vertem, simples assim.
jazz/downtempo.




sun araw.
"PASS ME A JOINT"
psychedelic/drone




have a nice life. <3
shoegaze/post-rock/drone




set fire to flames.
experimental/ambient




bohren & der club of gore.
#minterra
doom jazz/dark ambient.




horseback.
rock preto das caveiras balançantes.
drone/stoner.




yoga.
drone/psychedelic black metal/experimental




les discrets.
muito amor.
shoegaze/post-rock




sad lovers & giants.
80's!!!!!
post-punk/new wave.




percebäo, ouço MUITA coisa, e não necessariamente apenas um estilo.
faltam centenas de bandas que adoro, mas ocuparia demasiado tempo e a mandriice prepondera.
adeus.

do acaso.

e o propósito fundamental desse blog era comentar botecos que frequento.