segunda-feira, 11 de abril de 2011

carta fechada à ausência.

existem ações além-comprehensio {geralmente protagonizadas por mim} que se tornam um tanto complicadas de digerir.
não é tão divertido ter plena consciência de que minha mente me causa assombros... e que é o último lugar em que eu gostaria de estar. 
porque é assim: eu estou, sempre. em mim. dispersa.
é onde habito, me escondo.
já não consigo fazer uma descrição exata sobre o que sinto ou penso. 
como anteriormente dito, tudo em mim é tropel.
me encontro em uma fase em que a desordem impera, principalmente em relação às minhas consciências mais íntimas. logo, é óbvio que acontecimentos não tão bons e em demasia me deixariam danos.
infelizmente, tudo tem o seu preço, e eu os pago com a sanidade. {ou a falta dela}
e, mesmo assim, eu não trocaria esses últimos meses por nada.
eu não te trocaria.

muitas palavras, desesperadamente procurando por emersão.
perdi o sentido, o que sou, renunciei e deixei-me ao acaso. sinto-me inacessível, absorta em mim.
à espreito, me vejo em fragmentos. pedaços que voam por todos os lados, sem direção certa, sem caminho. 
nada se mantém, e constantemente tenho uma sensação de que não faço parte.
e, veja bem... não há subterfúgios.
mas há você.


e isso me basta. 

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